Revista Gênero

vLex
Editora:
Universidade Federal Fluminense
Data de publicação:
2021-01-02
ISBN:
1517-9699

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Documentos mais recentes

  • "Vozes que ainda ecoam": ancestralidade, corpos-memória, resistência e escrevivências de mulheres negras no quilombo castainho, garanhuns/pernambuco

    Este artigo reflete sobre os modos e as condições de vida e de trabalho, bem como as relações sociais de poder que atravessam e determinam a (re)existência das mulheres negras quilombolas, identificando as repercussões da organização política na promoção da saúde. A partir da confluência entre as trajetórias de uma das autoras e de mulheres negras quilombolas de Castainho, Pernambuco, utilizamos a escrevivência e a interseccionalidade como ferramentas metodológicas. As memórias de resistência transmitidas inicialmente pela oralidade revelam estratégias coletivas de sobrevivência, cuidado e enfrentamento às desigualdades históricas, invisibilizadas pelas relações sociais de poder

  • Territórios de resistência: mapeamento dos espaços promotores de práticas pedagógicas de combate à violência de gênero contra mulheres negras no IFRN

    Este estudo teve como objetivo mapear os espaços promotores de práticas pedagógicas de enfrentamento à violência de gênero contra mulheres negras no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Teoricamente, utilizamos Gonzalez (2020), Costa, Lima Neto e Thomas (2024), Costa e Lima Neto (2024), Costa (2022), Franco (2016), Veiga (2011), Araújo (2014) e Araujo e Frigotto (2015). A pesquisa ocorreu em duas fases: a primeira envolveu a aplicação de um formulário do Google. Na segunda fase, foi realizada uma análise documental dos espaços mapeados com base na Análise Textual Discursiva (ATD). Foram apontados nove espaços, sendo os selecionados para este estudo o Observatório da Diversidade, o Núcleo de Estudos de Gênero e Diversidade (NEGêDi) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI). Esses centros fazem parte das políticas institucionais de promoção da igualdade e da diversidade no IFRN. A análise desses espaços nos permite compreendê-los como territórios de resistência. Eles representam a possibilidade de construir um ambiente escolar mais digno e justo para mulheres negras, cujas experiências são marcadas pelas intersecções entre racismo e sexismo

  • Vandana shiva e a possibilidade do empoderamento

    Vandana Shiva é uma ativista e intelectual ecofeminista que construiu sua trajetória política e acadêmica valorizando os saberes das mulheres e dos povos tradicionais, destacando a maneira como esses saberes, a natureza e a biodiversidade são explorados pelas corporações capitalistas. Diante disso, este artigo analisa elementos do ativismo e da produção intelectual de Shiva que contribuem para o processo de empoderamento ecofeminista.A metodologia foi a revisão bibliográfica narrativa. Pode-se pensar em empoderamento ecofeminista quando Shiva destaca o protagonismo das mulheres, dos povos e produtores tradicionais, os processos de conscientização política e o enfrentamento do poder das corporações capitalistas sobre o campo

  • Para que venham a existir outros homens
  • Editorial
  • Uma cartografia do cuidado remoto: violência de gênero, feminismo, e processos de sibjetivação

    Esta cartografia investiga rodas de vivências remotas para mulheres em situação de violência realizadas pelo coletivo feminista auto-organizado Movimento Ibiapabano de Mulheres, no Ceará e Piauí. Através de observação participante e diários cartográficos, acompanhamos cinco encontros com mulheres que vivem em contextos periféricos e/ou de ruralidade, problematizando processos de subjetivação atravessados por gênero, classe e violência patriarcal. A experiência destaca a potência dos espaços coletivos para ressignificar experiências e desafios para enfrentados como sobrecarga das facilitadoras e limites do formato remoto. A pesquisa reforça a urgência de políticas públicas que articulem apoio material e psicossocial, ancoradas nas realidades locais

  • A participação masculina nos afazeres domésticos: evidências gaúchas

    Este estudo investiga a participação masculina gaúcha no trabalho doméstico não-remunerado. Foram utilizadas entrevistas e observação, e os resultados analisados mediante análise de discurso. Os principais resultados revelam: (a) eles realizam diversos afazeres domésticos, compartilhando-os com cônjuges ou membros da família; (b) porém, mostraram uma participação secundária, mesmo durante o período de pandemia, o que acabou sobrecarregando seus cônjuges, especialmente aqueles ocupados no mercado de trabalho; (c) há evidências de mudanças comportamentais, pois entendem que possuem responsabilidades nas atividades domésticas e familiares, (d) o que os leva a refletir mais sobre papéis sociais, desigualdades de gênero e uso do tempo

  • Violência/abuso sexual contra meninos: algumas considerações sobre educar, proteger e acolher no âmbito das famílias

    Este artigo analisa o papel das famílias frente à violência/abuso sexual contra meninos, ainda marcada pelo silenciamento e pela subnotificação. A partir de questionários e entrevistas com homens de diferentes regiões do Brasil, evidenciou-se a ausência de uma educação para a sexualidade no ambiente familiar, muitas vezes atravessado por influências religiosas e casos de abuso intrafamiliar. A pesquisa aponta que os meninos, criados em contextos de negligência e sem orientação sobre corpo e sexualidade, tornam-se mais vulneráveis. Defende-se a urgência de políticas públicas que fortaleçam as famílias na proteção e educação de crianças de todos os gêneros

  • Um olhar decolonial sobre desigualdade de gênero em contexto universitário de formação docente

    Este estudo investiga, sob perspectiva decolonial e da Análise de Discurso Crítica, como a desigualdade de gênero é representada e enfrentada em cursos de formação docente de duas universidades públicas brasileiras. A pesquisa analisa respostas de professoras e gestoras a questionário semiestruturado e documentos institucionais obtidos via Lei de Acesso à Informação, identificando padrões discursivos, iniciativas e lacunas em relação ao ODS 5 da ONU. Os resultados revelam assimetrias persistentes no acesso e permanência de mulheres em cargos de liderança, bem como discursos institucionais que variam do compromisso normativo à generalidade evasiva. Conclui-se que descolonizar o discurso é fundamental para tensionar estruturas que naturalizam a exclusão e propor práticas mais inclusivas e equitativas

  • Toda mulher negra é um quilombo: desvelando a violência e honrando a atuação feminina na construção da quilombagem

    Este artigo explora o protagonismo das mulheres negras e quilombolas na manutenção e reconfiguração dos quilombos como espaços de contracolonialismo. Analisa as múltiplas violências que as atingem, intensificadas pela interseccionalidade de raça, gênero e classe, e como seus corpos se tornam territórios de afeto e resistência. A pesquisa, baseada em revisão bibliográfica, desvela a atuação feminina na superação da invisibilidade e na luta incansável pela autonomia e dignidade. Desafiando as lógicas patriarcais-racistas-capitalistas, elas forjam a continuidade dos modos de vida quilombolas em meio a persistentes desafios estruturais

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