Revista Katálysis

Editora:
Universidade Federal de Santa Catarina
Data de publicação:
2011-03-11
ISBN:
1982-0259

Descrição:

A Revista Katálysis destina-se à publicação de trabalhos sobre assuntos atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição focaliza uma unidade temática, previamente definida pela Comissão Editorial, tendo em vista sua importância dentro do contexto social contemporâneo, mas abre espaço também para trabalhos que tratem de outros assuntos.

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  • 'O lixo vai falar, e numa boa!'

    O presente artigo tem o intuito de problematizar o sofrimento produzido pela negação da maternidade das mulheresnegras, fruto do racismo e das desigualdades existentes em nossa sociedade. Por trás das fatalidades geradas pelo racismoe pela violência estrutural, buscamos sinalizar que existe um projeto que “não autoriza” as mulheres negras a serem mães,apesar da maternidade estar colocada compulsoriamente para o gênero feminino. Desta maneira, em uma sociedade racista,patriarcal, sexista, colonialista e elitista, nem todas podem usufruir do “mito do amor materno”, e isso vem sendo colocadoatravés da produção e reprodução do sofrimento, da violência e do racismo em suas mais diversas expressões.Palavras-chave: Mulheres negras. Racismo. Violência. Sofrimento.

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  • Racismo institucional: violação do direito à saúde e demanda ao Serviço Social

    O artigo aborda aspectos do racismo institucional como uma das expressões estruturais de violação do Direito àSaúde e da violência racial dirigida à população negra. Apoia-se na pesquisa realizada em 2019, em que fontes bibliográficodocumentaisserviram para o mapeamento de acervos relacionados ao tema, publicados de 2010 a 2018 e os registrosdocumentais obtidos em 2018 quando da observação do atendimento prestado por equipe de Serviço Social às mulheres emacompanhamento pré e pós-natal em uma maternidade pública. São analisadas as características das vulnerabilidades e dasdesigualdades que limitam o acesso da população negra aos serviços de saúde e configuram o racismo institucional, bem comoas balizas legais e operacionais estruturadas, com base na PNSIPN, e incorporadas pelo Serviço Social para institucionalizaruma cultura antirracista também na formação e no exercício profissional.Palavras-chaves: População Negra. Racismo na Saúde. Serviço Social.

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    Este artículo aborda las experiencias de violencia sufridas por mujeres originarias de Bolivia y del norte argentinodurante sus recorridos migratorios asociados al trabajo agrícola en Argentina. El objetivo es analizar de qué modo esas vivenciasfueron transitadas por las mujeres, qué incidencia tuvieron en su salud/enfermedad y cuáles fueron sus estrategias de cuidadopara afrontarlas. A partir de un estudio etnográfico desarrollado entre 2014 y 2018 en la localidad de Ugarteche (Mendoza) serecabaron relatos de vida que permitieron identificar un complejo mapa de violencias acompañando los procesos de movilidadde estas trabajadoras. De la mano de perspectivas feministas y socio antropológicas de la salud, el trabajo argumenta que estasexperiencias - que marcaron los cuerpos y la subjetividad de las mujeres - están ligadas tanto con la discriminación sexual yracista dirigida a las migrantes, como con los contextos de vulnerabilidad social en que ellas viven y trabajan.Palabras clave: Violencia patriarcal. Racismo. Migraciones. Trabajadoras agrícolas. Salud.

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    Este artigo problematiza a violência de gênero vivenciada pelas usuárias das Unidades de Saúde da Família (USF),do Sistema Único de Saúde (SUS), e o atendimento prestado por este serviço no combate de tais violências. Busca apontaros marcadores sociais das usuárias que passaram por violência de gênero; tipificar as violências de gênero vivenciadas poressas mulheres; identificar os procedimentos tomados por elas para enfrentar essas violências; analisar o atendimento dasUSF no combate à violência de gênero. Trata-se de pesquisa analítico-descritiva e abordagem quanti-qualitativa, envolvendoas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras e Patos, na Paraíba. A amostra é constituída por 600 usuárias e 21profissionais de saúde. As USF investigadas não se constituem espaços de interlocução com as mulheres violentadas, nãoefetivando o referenciamento para a Rede de Atendimento.Palavras-chave: Violência contra a mulher. Política Pública de Saúde. Rede de Atendimento.

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