Inovação

AutorCleyson de Moraes Mello/José Rogério Moura de Almeida Neto/Regina Pentagna Petrillo
Páginas35-64
Capítulo 3
Inovação
3.1 Introdução
A linguagem da inovação, juntamente com as tecnologias di-
gitais, alinhada as dimensões do mundo “figital” devem permear
as atividades do dia-a-dia universitário. A palavra inovação vem
do latim INNOVARE significa “renovar, mudar”. A inovação es-
colar (e universitária) coloca a instituição em outro patamar,
com mudanças exponenciais e reflexos positivos na sociedade.
CARBONELL define inovação como um conjunto de, “[...]
intervenções, decisões e processos, com certo grau de intencio-
nalidade e sistematização, que tratam de modificar atitudes,
ideias, culturas, conteúdos, modelos e práticas pedagógicas. E,
por sua vez, introduzir, em linha renovadora, novos projetos e
programas, materiais curriculares, estratégias de ensino e apren-
dizagem, modelos didáticos e outra forma de organizar e gerir o
currículo, a escola e a dinâmica da classe.”47
MESSINA trata a inovação a partir de dois elementos. Veja-
mos: “[...] de acordo com a literatura sobre o tema, podem-se
identificar dois componentes que distinguem a inovação: a) a al-
teração, o de sentido a respeito da prática corrente e b) o caráter
35
47 CARBONELL, J. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto
Alegre: Artmed, 2002, p.19.
intencional, sistemático e planejado, em oposição às mudanças
espontâneas. Também se enfatiza que atualmente a inovação é
algo aberto, capaz de adotar múltiplas formas e significados, as-
sociados com o contexto no qual se insere.”48
A inovação deve ser vista e conduzida como um aconteci-
mento-apropriação. Melhor dizendo, a inovação no cenário edu-
cacional é uma atitude.
A inovação é “a introdução, com êxito, no mercado, de pro-
dutos, serviços, processos, métodos e sistemas que não existiam
anteriormente, ou contendo alguma característica nova e dife-
rente do padrão em vigor,”49 ou ainda, “compreende diversas
atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras,
comerciais e mercadológicas. A exigência mínima é que o pro-
duto/serviço/ processo/método/sistema inovador deva ser novo
ou substancialmente melhorado para a empresa em relação aos
seus competidores.”50
A inovação para o desenvolvimento social é a “criação de tec-
nologias, processos e metodologias originais que possam vir a se
constituir em propostas de novos modelos e paradigmas para o
enfrentamento de problemas sociais, combate à pobreza e pro-
moção da cidadania.”51
A definição geral do Manual de Oslo de uma inovação para
todos os tipos de organizações (unidades), incluindo estabeleci-
mentos de ensino é o seguinte: “Uma inovação é um produto ou
processo novo ou melhorado (ou combinação dos mesmos) que
difere significativamente dos produtos ou processos anteriores
da unidade e que tem
36
48 MESSINA, G. Mudança e inovação educacional: notas para refle-
xão. Cadernos de Pesquisa. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, nº 114,
novembro de 2001, p.226.
49 Disponível em: «http://www.finep.gov.br/component/content/arti-
cle?id=4849:glossario». Acesso em: 02 out. 2021.
50 Ibid.
51 Finep. Departamento de Estudos e Estratégias Sociais. Rio de Janei-
ro, 2000.

Para continuar a ler

PEÇA SUA AVALIAÇÃO

VLEX uses login cookies to provide you with a better browsing experience. If you click on 'Accept' or continue browsing this site we consider that you accept our cookie policy. ACCEPT