O MST e a agroecologia: entre autonomia e subalternidade

AutorLuciana Aliaga/Fernanda Maranho
CargoDoutora em Ciência Política pela Unicamp (UNICAMP)/Mestre em Ciência Política pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Páginas576-584
DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0259.2021.e79736
576
R. Katál., Florianópolis, v.24, n. 3, p. 576-584, set./dez. 2021 ISSN 1982-0259
ESPAÇO TEMÁTICO: TERRA, TERRITÓRIO E AMÉRICA LATINA
O MST e a agroecologia: entre autonomia e
subalternidade
Luciana Aliaga1
https://orcid.org/0000-0001-7842-715X
Fernanda Maranho2
https://orcid.org/0000-0001-8596-6696
1Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Ciências Sociais, Programa de Pós-graduação em Ciência Política e
Relações Internacionais, João Pessoa-PB, Brasil
2Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Ciências Sociais, Programa de Pós-graduação em Ciência Política e
Relações Internacionais, João Pessoa-PB, Brasil
O MST e a agroecologia: entre autonomia e subalternidade
Resumo: O objetivo deste artigo consiste na análise do período de reorganização político-estratégica do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), compreendido entre 2000 e 2016, que se centrou na proposta de implantação da
educação ambiental e da promoção da agroecologia em seus assentamentos e cooperativas de produção. Por meio de análise
documental, bibliográfica e empírica constatou-se a existência contraditória de elementos que definem e articulam dois
caminhos opostos: por um lado, a criação de uma via de autonomia intelectual, política e econômica a partir da organização
coletiva, da educação e da formação técnica de uma porção significativa de trabalhadores rurais e, por outro, um processo de
subalternização das lideranças sem-terra pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), que redundou no estancamento
da reforma agrária no Brasil.
Palavras-chave: MST. Reforma agrária. Agroecologia. Brasil.
The MST and agroecology: between autonomy and subordination
Abstract: The aim of this article is to analyze the period of political-strategic reorganization of the Landless Rural Workers
Movement (MST), between 2000 and 2016, which focused on the proposal to implement environmental education and promote
agroecology in its settlements and production cooperatives. Through documentary, bibliographic and empirical analysis, the
contradictory existence of elements that define and articulate two opposing paths was found: on the one hand, the creation of
a path of intellectual, political and economic autonomy from collective organization, education and the technical training of
a significant portion of rural workers and, on the other hand, a process of subordination of landless leaders by the Workers’
Party (PT) governments, which resulted in the stagnation of the agrarian reform in Brazil.
Keywords: MST. Agrarian reform. Agroecology. Brazil.
Recebido em 02.03.2021. Aprovado em 15.05.2021. Revisado em 16.07.2021.
Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution Non-
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comerciais e que o trabalho original seja corretamente citado.

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