Relatório da Administração

ÓrgãoMinistério da Economia,Banco do Brasil S.A.,Unidade de Contadoria
Páginas100-100
Data de publicação05 Mar 2020

BB-BANCO DE INVESTIMENTOS S.A.

CNPJ: 24.933.830/0001-30Exercício encerrado em 31.12.2019

Relatório da Administração

A EMPRESA

O BB-Banco de Investimento S.A., BB Investimentos ou BB-BI, é uma subsidiária integral do Banco do Brasil S.A., especializada no mercado de capitais doméstico, com atuação em Estruturação e Distribuição de Renda Fixa, Securitização e Renda Variável, Investimentos e Assessoria Econômico-Financeira de fundos de Private Equity, Fusões e Aquisições (M&A), Project Finance, Administração de Carteiras de Investimento das empresas de seguridade (Serviços a Ligadas), Corretagem (Home Broker) e Custódia de Títulos e Valores Mobiliários.

No cumprimento das Políticas do Banco do Brasil relativas a investimentos, o BB Investimentos detém participações em empresas que complementam a atividade econômica do Conglomerado e aplicações com o objetivo de gerar valor e liquidez, priorizando empresas que adotam boas práticas de Governança Corporativa.

GESTÃO DE RISCOS

A administração do BB Investimentos adota política conservadora no seu processo de gerenciamento de riscos. As aplicações das disponibilidades são realizadas com o Banco do Brasil, seu controlador, o que minimiza os riscos incorridos e proporciona o alinhamento com as políticas de gerenciamento de riscos adotadas pelo Conglomerado Banco do Brasil (BB).

O Banco do Brasil considera a gestão de riscos do BB-BI nas atividades de gerenciamento de riscos do Conglomerado Prudencial. Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos no Conglomerado Prudencial Banco do Brasil, acesse as informações disponíveis no Relatório de Gerenciamento de Riscos em: www.bb.com.br/ri.

Ambiente Econômico

PANORAMA EXTERNO

No 2º semestre de 2019, a economia global evoluiu de forma mais favorável do que o inicialmente esperado, visto que as perspectivas de desaceleração econômica mais intensa associadas principalmente às economias avançadas, não se materializaram. Entretanto, o período não ficou livre de eventos de incerteza, que geraram volatilidade nos mercados financeiros.

Entre esses eventos, destacamos: (i) a continuidade na tensão comercial entre EUA e China, chamada "Guerra Comercial", cujas tensões passadas acarretaram em uma queda no volume de comércio mundial; (ii) a possibilidade de deterioração no acordo do Brexit (hard Brexit); (iii) o bombardeio por drones das plataformas de petróleo da Arábia Saudita; e (iv) a escalada das manifestações políticas em alguns países da América do Sul e também em Hong Kong.

Com o anúncio, em dezembro, de um acordo parcial entre EUA e China, denominado "Fase 1", houve melhoria das expectativas para o ano de 2020, o qual deve ser marcado pela normatização do comércio internacional.

É importante destacar, também, que o 2º semestre de 2019 findou com o encaminhamento parcial do caso Brexit, por conta de uma nova eleição geral ocorrida em dezembro, confirmando o cenário positivo ao partido do primeiro ministro Boris Johnson, que formou maioria (56%) no Parlamento Britânico facilitando, assim, a aprovação de um acordo para o Brexit ainda no início de 2020.

BRASIL

Sobre o desempenho da atividade econômica no período, os destaques ficaram por conta: (i) do consumo das famílias, impulsionado pela maior criação de vagas de emprego; (ii) da inflação ancorada próxima ao centro da meta; e (iii) das taxas de juros em constante processo de flexibilização. Além do ciclo favorável associado a esses elementos, também contribuiu para essa dinâmica o estímulo adicional advindo da liberação dos recursos do FGTS nos últimos meses do ano.

A inflação, que estava bem-comportada com tendência de encerrar o ano abaixo do centro da meta de 4,25%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional ("CMN"), acelerou nos últimos dois meses do ano devido ao aumento dos preços dos combustíveis, da energia elétrica e, especialmente, da carne bovina. A aceleração dos preços da carne bovina no Brasil se deu pelo aumento expressivo das importações chinesas, influenciado pela queda na produção de carne suína do país asiático em decorrência da Peste Suína Africana que acarretou uma perda de mais de 30% do rebanho de porcos e matrizes. Assim, com esta aceleração, a inflação oficial encerrou o ano em 4,31%, acima do centro da meta, mas ainda dentro do intervalo estabelecido de 2,75% a 5,75%.

Neste contexto, em decorrência de um cenário benigno para inflação, houve a manutenção da política monetária estimulativa no 2º semestre de 2019, em que a Selic iniciou já em sua mínima história, 6,5%, e recuou por três vezes consecutivas encerrando o ano em 4,5%.

Para a política fiscal, a principal referência do ano, foi, sem dúvidas, a aprovação da Reforma da Previdência. Esse evento, que era o ponto mais importante da agenda econômica, gerou resultado superior às expectativas iniciais do mercado, com economia projetada equivalente a R$ 800 bilhões em 10 anos. Esse fator, aliado ao cenário de taxa básica de juros em seu menor patamar histórico e à venda de US$ 35 bilhões de reservas no decorrer de 2019, contribuíram para que a dinâmica da relação Dívida/PIB fosse significativamente afetada na segunda metade do ano. O Relatório Focus do Banco Central publicado em 24 de janeiro de 2020 apresenta a expectativa de crescimento do PIB em 2020 de 2,31%.

Isso acabou por sinalizar ao mercado o compromisso com as medidas de austeridade fiscal e abriu o caminho para que outros pontos da agenda de reformas fossem apresentados, com destaque para a entrega do Plano Mais Brasil, composto pela PEC Emergencial, PEC do Pacto Federativo e PEC dos Fundos, todos destinados a estabelecer as melhores práticas de gestão do orçamento público, com alcance em esfera federal, estadual e municipal.

Em suma, 2019 marcou o terceiro ano consecutivo de crescimento da atividade econômica, sendo marcado também pela inflação ancorada próxima ao centro da meta e pela taxa Selic em seu menor patamar histórico. Em termos prospectivos, a necessidade de acelerar as taxas de crescimento da economia, a melhoria dos indicadores fiscais e o avanço das reformas estruturais, destacam-se como os principais desafios para o horizonte de curto prazo.

Destaques do Período

Renda Fixa

No mercado de Renda Fixa Local, o BB-BI ocupou a 4ª posição no Ranking Anbima de Renda Fixa Consolidado Originação de Dezembro/19, com 10,73% de participação de mercado e R$ 25,1 bilhões de volume total. O BB-BI participou de 81 operações em 2019, sendo 4 no curto prazo com volume de R$ 0,9 bilhão, 61 no longo prazo com volume de R$ 21 bilhões e outras 16 operações de securitização com volume de R$ 3,2 bilhões.

No Ranking Anbima Consolidado de Renda Fixa - Distribuição de Dezembro/19, o BB-BI ocupou a 4ª posição, com R$ 15,2 bilhões de volume distribuído.

Renda Variável

No 2º semestre de 2019, o BB-BI atuou como coordenador das ofertas públicas de Marfrig, Marisa, Magazine Luiza, Banco BMG, Banco do Brasil, Movida, IRB e Light cuja captação alcançou R$ 26,3 bilhões.

No acumulado do exercício de 2019, foram concretizadas 40 operações de ofertas de ações no mercado acionário brasileiro, sendo que o BB-BI participou de 11 delas. O BB-BI aparece na 1ª posição no Ranking Anbima de Renda Variável (Ofertas Iniciais) por número de operações.

Resultado do Período

O resultado do BB Investimentos decorre, basicamente, das participações acionárias, atividades de prestação de serviços e intermediação financeira.

O Resultado Líquido do BB Investimentos no 2º semestre de 2019 foi de R$ 360,6 milhões (R$ 493,2 milhões no 1º semestre de 2019), totalizando R$ 853,8 milhões no exercício de 2019, que configura um retorno de 46,9% ao ano sobre o PL médio. Comparado ao acumulado no exercício anterior (R$ 1.258,1 milhões), o resultado de 2019 representa redução de 32,1%, reflexo, principalmente, (i) da reorganização societária ocorrida com a transferência da participação acionária detida pelo BB-BI na Cielo S.A. ("Cielo") para a holding de participação de meios de pagamento BB Elo Cartões Participações S.A. ("BB Elo"); e (ii) do desinvestimento em Neoenergia S.A. ("Neoenergia").

Resultado das Participações

O BB Investimentos detém participações em empresas controladas e coligadas no montante de R$ 819,3 milhões.

O resultado obtido no ano com participações em controladas e coligadas no país foi de R$ 524,1 milhões. Em 2019 ocorreram os seguintes eventos: (i) transferência de ações da Cielo para a BB Elo; e (ii) desinvestimentos: Neoenergia e Seguradora Brasileira de Credito a Exportacao S.A. ("SBCE") no 1º semestre, e Companhia Brasileira de Securitização ("Cibrasec") no 2º semestre. Todos os eventos ocorreram com o objetivo de otimizar o valor dos investimentos estratégicos do conglomerado BB.

Resultado da Prestação de Serviços

A receita com Prestação de Serviços, totalizou R$ 1.062,7 milhões no ano de 2019, (R$ 512,7 milhões no 1º semestre de 2019 e R$ 550 milhões no 2º semestre de 2019), decorrentes de prestação de serviços a empresas ligadas, assessoria econômico-financeira, operações de underwriting e corretagem na intermediação de operações em bolsa.

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