Balanço - Trelleborg Santana de Parnaíba IND. e COM. de Soluções em Polímeros Ltda

Data de publicação29 Maio 2021
SeçãoCaderno Empresarial
continua …
Trelleborg Santana de Parnaíba Indústria e Comércio de Soluções em Polímeros Ltda.
CNPJ/MF nº 13.183.047/0001-80
Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2020 e 2019 (Valores expressos em milhares de reais – R$, exceto quando indicado de outra forma)
Balanços Patrimoniais Demonstrações de Resultado
Nota 2020 2019
Ativo/Circulante 68.401 58.698
Caixa e equivalentes de caixa 3 13.192 5.593
Contas a receber de clientes 4 9.803 8.915
Estoques 5 22.728 14.757
Tributos a recuperar 6 17.101 15.348
Despesas antecipadas 437 1.412
Partes relacionadas 17 4.592 12.617
Adiantamento a fornecedores 548
Outros ativos 56
Não Circulante 99.160 110.540
Partes relacionadas 17 27 1.358
Tributos a recuperar Longo Prazo 6 11.551 11.278
Imposto de Renda Diferido Ativo 35
Ativos atuariais 9 238 496
Direito de Uso de Ativos 20 104 10.317
Imobilizado 7 29.249 29.124
Intangível 8 57.956 57.967
Total do Ativo 167.561 169.238
Nota 2020 2019
Passivo e Patrimônio Líquido/Circulante 33.997 41.688
Fornecedores 5.013 6.319
Partes relacionadas 17 25.124 26.152
Salários e encargos sociais 1.884 2.209
Tributos a recolher 1.552 311
Adiantamentos de clientes 29 115
Contas a pagar 5.281
Outros passivos 396 1.301
Não Circulante 2.163 18.582
Partes relacionadas 17 1 (0)
Imposto de Renda Diferido Passivo 156 132
Arrendamento Mercantil 20 110 12.997
Obrigações com benefícios de aposentadoria 269
Contas a pagar 3.521
Provisões para riscos 11 1.897 1.663
Patrimônio Líquido 131.402 108.969
Capital social 12 229.970 229.970
Reversão provisão reestruturação anos anteriores 6.621
Prejuízos acumulados (105.190) (121.001)
Total do Passivo e Patrimônio Líquido 167.561 169.238
Nota 2020 2019
Receita Líquida de Vendas 13 82.991 87.081
Custo das Vendas 14 (57.618) (65.235)
Lucro Bruto 25.373 21.846
Despesas com vendas 14 (1.655) (5.852)
Despesas administrativas 14 (9.174) (9.257)
Outras receitas operacionais, líquidas 14 3.895 (431)
Lucro Operacional 18.439 6.306
Receitas financeiras 15 53 803
Despesas financeiras 15 (2.797) (4.996)
Variações monetárias e cambiais, líquidas 15 3.287 485
Resultado Financeiro 543 (3.707)
Lucro antes do IRPJ e da CSLL das
Operações Continuadas 18.982 2.599
IRPJ e Contribuição Social: Diferido (3)
Corrente 10 (3.167)
Lucro antes das Operações Descontinuadas 15.812 2.599
Lucro/Prejuízo do Exercício das Operações
Descontinuadas 17 – (1.788)
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 15.812 811
Demonstrações das Mutações
no Patrimônio Líquido Capital
social Prejuízos
acumulados Total
Saldos em 31/12/2016 229.970 (82.155) 147.815
Resultado do exercício (27.245)(27.245)
Saldos em 31/12/2017 229.970 (109.400) 120.570
Resultado do exercício (8.709) (8.709)
Saldos em 31/12/2018 229.970 (118.109) 111.861
Resultado de Arrendamento Mercantil de
períodos anteriores (3.703) (3.703)
Resultado do exercício 811 811
Saldos em 31/12/2019 229.970 (121.001) 108.969
Reversão provisão reesttuturação anos anteriores – 6.621 6.621
Resultado do exercício 15.812 15.812
Saldos em 31/12/2020 229.970 (98.568) 131.402
Demonstrações do Resultado Abrangente 2020 2019
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 15.812 811
Outros resultados abrangentes
Resultado Abrangente Total do Exercício 15.812 811
Demonstrações dos Fluxos de Caixa
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Nota 2020 2019
Resultado do exercício antes do IRPJ e da CSLL 18.982 811
Ajustes: Depreciação e amortização 7 e 8 1.549 (1.683)
Baixa no valor residual do ativo imobilizado e
intangível 7 e 8 188 (168)
Provisão para perdas prováveis na realização dos
estoques 5 242 (12.658)
Benefícios de aposentadoria (11) (45)
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 4 (327) 6.461
Provisão (reversão) para riscos trabalhistas,
tributários e cíveis 11 233 (15.655)
Reversão da provisão para bônus e participação
nos resultados 270 (285)
Reversão da provisão reestruturação 6.621
Imposto Diferido (3)
Juros e tributos sobre empréstimos com partes
relacionadas 16 2.176 3.769
(Aumento) diminuição nas contas do ativo:
Contas a receber de clientes 4 (561) (2.776)
Partes relacionadas 18 9.357 (34)
Estoques 5 (8.213) 15.840
Tributos a recuperar 6 (2.026) (1.091)
Despesas antecipadas 975 (68)
Outros ativos 56 37
Adiantamento a fornecedores (548)
Imposto de renda diferido (35)
Leasing IFRS16 10.213 (10.317)
(Aumento) diminuição nas contas do passivo:
Fornecedores (1.307) (2.855)
Salários e encargos sociais (594) (314)
Tributos a recolher 1.241 (380)
Adiantamento de clientes (86) 98
Partes relacionadas 18 (1.073) (7.825)
Contas a pagar (8.802) 8.802
Outros passivos (905) (429)
Leasing IFRS16 (12.887) 12.997
Imposto de renda e contribuição social diferidos 24 13
Caixa gerado pelas atividades operacionais 14.749 (7.755)
Imposto de renda e contribuição social pagos (3.167)
Juros pagos sobre empréstimos com partes
relacionadas 18 (2.131) (2.581)
Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas)
atividades operacionais 9.450(10.336)
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Aquisições de bens do ativo imobilizado 7 (1.850) (2.016)
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (1.850) (2.016)
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes de
Caixa, Líquidos 7.600(12.352)
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 5.593 17.945
Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 13.192 5.593
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes de
Caixa, Líquidos 7.599 (12.352)
1. Informações gerais – A Trelleborg Santana de Parnaíba Indústria e
Comércio de Soluções em Polímeros Ltda. (“Sociedade”), é uma sociedade
limitada com sede em Santana do Parnaíba, Estado de São Paulo. A Socie-
dade é uma subsidiária integral do Grupo Trelleborg (Suécia). A Sociedade
tem por objetivo a fabricação, venda, exportação e importação de manguei-
ras petroleiras para aplicação em alto mar, em monoboias, plataformas e
FPSOs (“Floating Production Storage Off-loading”), que trabalham na extra-
ção e processamento de petróleo e seus derivados, bem como a fabricação,
venda exportação e importação de mangueiras industriais utilizadas em
segmentos diversos como alimentos, fármacos, bebidas, máquinas e equi-
pamentos, entre outros. A Sociedade também fabrica, vende, importa e
exporta blanquetas de impressão para a indústria gráfica. A Sociedade
poderá ainda, prestar serviços relacionados com os produtos acima mencio-
nados. A Sociedade foi constituída em 01/04/2011, mediante aquisição da
divisão de mangueiras marítimas do Grupo Veyance Technologies do Brasil
Produtos de Engenharia Ltda. A Sociedade recebeu, logo após a aquisição
de suas operações no Brasil, aportes de capital e empréstimos de seus
cotistas a fim de constituir capital de giro, tendo isso ocorrido após a aqui-
sição da Sociedade em abril de 2011 e posteriormente, para a aquisição de
100% da participação na Sociedade Hetisone Indústria e Comércio de Blan-
quetas Ltda. Operações descontinuadas: Em 31/12/2017, a Administração
da Sociedade decidiu descontinuar as operações do segmento de manguei-
ras marítimas devido ao seu baixo desempenho e, em 31/12/2019, descon-
tinuou o segmento de mangueiras industriais e, decidiu manter somente a
operação de blanquetas de impressão. 2. Resumo das principais políticas
contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação des-
tas demonstrações financeiras estão definidas a seguir. Essas políticas
foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo
disposição em contrário. 2.1. Base de preparação e demonstrações finan-
ceiras: As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o
custo histórico como base de valor. As demonstrações financeiras foram
preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil incluindo os
pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis –
CPC, e evidenciam todas as informações relevantes próprias das demons-
trações financeiras, e somente elas, as quais estão consistentes com as
utilizadas pela administração na sua gestão. A preparação das demonstra-
ções financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e tam-
bém o exercício de julgamento por parte da administração da Sociedade no
processo de aplicação das políticas contábeis da Sociedade. Aquelas áreas
que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade,
bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas
para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na nota explicativa nº
2.17. A Administração declara que todas as informações relevantes próprias
das demonstrações financeiras, e somente elas, estão sendo evidenciadas
e correspondem as utilizadas pela Administração na sua gestão. As demons-
trações financeiras encerradas em 31/12/2020, foram aprovadas em
15/03/2021. 2.2. Conversão de moeda estrangeira: a) Moeda funcional e
moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras
da Sociedade são mensurados usando a moeda do principal ambiente eco-
nômico no qual a Sociedade atua (“a moeda funcional”). As demonstrações
financeiras estão apresentadas em milhares de reais (R$), que é a moeda
funcional da Sociedade. b) Transações e saldos: As operações com moedas
estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de
câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual seus
respectivos valores são mensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resul-
tantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câm-
bio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moe-
das estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado. Os
ganhos e as perdas cambiais relacionados com contas a receber de clien-
tes, fornecedores e partes relacionadas são apresentados na demonstração
do resultado como “Variações monetárias e cambiais, líquidas”. 2.3. Caixa e
equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os
depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez,
com vencimentos originais de até três meses e com risco insignificante de
mudança de valor. 2.4. Instrumentos financeiros: Os ativos e passivos
financeiros são reconhecidos quando a Sociedade e suas controladas forem
parte das disposições contratuais do instrumento. Os ativos e passivos
financeiros são inicialmente mensurados pelo valor justo. Os custos da tran-
sação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos
financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor
j
usto no resultado) são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou
passivos financeiros, se aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos
da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos finan-
ceiros ao valor justo por meio do resultado são reconhecidos imediatamente
no resultado. Ativos financeiros: Todas as compras ou vendas regulares de
ativos financeiros são reconhecidas e baixadas na data da negociação. As
compras ou vendas regulares correspondem a compras ou vendas de ativos
financeiros que requerem a entrega de ativos dentro do prazo estabelecido
por meio de norma ou prática de mercado. Todos os ativos financeiros reco-
nhecidos são subsequentemente mensurados na sua totalidade ao custo
amortizado ou ao valor justo, dependendo da classificação dos ativos finan-
ceiros. Classificação de ativos financeiros: A Sociedade deve classificar
ativos financeiros como subsequentemente mensurados ao: (1) custo amor-
tizado; (2) valor justo por meio de outros resultados abrangentes; ou (3) valor
j
usto por meio do resultado com base tanto: no modelo de negócios da
sociedade para a gestão dos ativos financeiros; quanto nas características
de fluxo de caixa contratual do ativo financeiro. Custo amortizado: O ativo
financeiro deve ser mensurado ao custo amortizado se ambas as seguintes
condições forem atendidas: a) O ativo financeiro for mantido dentro de
modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos financeiros com o fim
de receber fluxos de caixa contratuais; e b) Os termos contratuais do ativo
financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de caixa que
constituam exclusivamente pagamentos de principal e juros sobre o valor do
principal em aberto. Valor justo por meio de outros resultados abrangentes:
O ativo financeiro deve ser mensurado ao valor justo por meio de outros
resultados abrangentes se ambas as seguintes condições forem atendidas:
a) O ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo
seja atingido tanto pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto
pela venda de ativos financeiros; e b) Os termos contratuais do ativo finan-
ceiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de caixa que consti-
tuam exclusivamente pagamentos de principal e juros sobre o valor do prin-
cipal em aberto. Valor justo por meio do resultado: O ativo financeiro deve
ser mensurado ao valor justo por meio do resultado, a menos que seja men-
surado ao custo amortizado ou ao valor justo por meio de outros resultados
abrangentes. Entretanto, a Sociedade pode efetuar uma escolha irrevogável
no reconhecimento inicial para investimentos específicos em instrumento
patrimonial, que de outro modo seriam mensurados ao valor justo por meio
do resultado, de apresentar alterações subsequentes no valor justo em
outros resultados abrangentes. Passivos financeiros: A Sociedade deve
classificar todos os passivos financeiros como mensurados subsequente-
mente ao custo amortizado, exceto por: a) Passivos financeiros ao valor
j
usto por meio do resultado. Esses passivos, incluindo derivativos que sejam
passivos, devem ser mensurados subsequentemente ao valor justo; b) Pas-
sivos financeiros que surjam quando a transferência do ativo financeiro não
se qualificar para desreconhecimento ou quando a abordagem do envolvi-
mento contínuo for aplicável; c) Contratos de garantia financeira; d) Compro-
missos de conceder empréstimo com taxa de juros abaixo do mercado; e) A
contraprestação contingente reconhecida por adquirente em combinação de
negócios à qual se aplica o CPC 15. Essa contraprestação contingente deve
ser mensurada subsequentemente ao valor justo com as alterações reco-
nhecidas no resultado. 2.5. Contas a receber de clientes: As contas a rece-
ber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda
de mercadorias no decurso normal das atividades da Sociedade. Se o prazo
de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são
classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no
ativo não circulante. As contas a receber de clientes são, inicialmente, reco-
nhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo
amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão
para créditos de liquidação duvidosa. 2.6. Estoques: Os estoques são
demonstrados ao custo ou ao valor líquido de realização, dos dois o menor.
O método de avaliação dos estoques é o da média ponderada móvel. O
custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreendem
os custos com matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e
despesas gerais de produção (com base na capacidade operacional nor-
mal). O valor líquido de realização é o preço de venda estimado no curso
normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos
estimados necessários para efetuar a venda. A provisão para obsolescência
é contabilizada levando-se em conta parâmetros pré-definidos que conside-
ram o prazo de permanência dos itens em estoque. As importações em
andamento e os adiantamentos para aquisição de estoques são demonstra-
dos ao custo acumulado de cada transação. 2.7. Imobilizado: O imobilizado
da Sociedade é composto principalmente por edificações, benfeitorias,
máquinas e equipamentos. O imobilizado é mensurado pelo seu custo histó-
rico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos dire-
tamente atribuíveis à aquisição dos itens. Os custos subsequentes são inclu-
ídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado,
conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios
econômicos futuros associados a esse custo e que possam ser mensurados
com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado.
Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao
resultado do exercício, quando incorridos. A Administração da Sociedade
ainda procedeu o estudo e avaliação da vida útil dos ativos, conforme deter-
minado pelo pronunciamento técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado. O valor
contábil de um ativo é imediatamente baixado ao seu valor recuperável
quando o valor contábil do ativo é maior do que seu valor recuperável esti-
mado. Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela compa-
ração dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos em “Outras
receitas, líquidas” na demonstração do resultado. 2.8. Direito de Uso de
Ativos por operações de Arrendamento Mercantil: Os arrendamentos
mercantis que transferem substancialmente todos os riscos e benefícios
sobre o ativo objeto do arrendamento são classificados como arrendamen-
tos mercantis financeiros. Dentre as mudanças para arrendatários, o IFRS
16 eliminou a classificação entre arrendamentos mercantis financeiros ope-
racionais, passando a existir um único modelo no qual todos os arrendamen-
tos mercantis resultam no reconhecimento de ativos referentes aos direitos
de uso dos ativos arrendados e um passivo de arrendamento. Com a adoção
do IFRS 16, a companhia deixa de reconhecer custos e despesas operacio-
nais oriundas de contratos de arrendamento mercantis operacionais e passa
a reconhecer em sua demonstração de resultado: (i) os efeitos da deprecia-
ção dos direitos de uso dos ativos arrendados; e (ii) a despesa financeira e
a variação cambial apuradas com base nos passivos financeiros dos contra-
tos de arrendamento mercantil. As variações cambiais oriundas do saldo de
passivos de arrendamento denominados em dólares norte-americanos
podem ser objeto de designação em função das relações de hedge entre as
variações cambiais de “exportações futuras altamente prováveis” (item pro-
tegido) e as variações cambiais de proporções de certas obrigações nessa
moeda. A companhia adotou a isenção no reconhecimento de arrendamen-
tos de curto prazo (prazo de 12 meses ou menos), sendo os pagamentos de
arrendamento associados a esses contratos reconhecidos como despesa
do exercício ao longo do prazo do contrato. 2.9. Ativos intangíveis: a) Ágio:
O ágio resultante de uma combinação de negócios é demonstrado ao custo
na data da combinação do negócio, líquido da perda acumulada no valor
recuperável, se houver. Para fins de teste de redução no valor recuperável,
o ágio é alocado para cada uma das unidades geradoras de caixa que irão
se beneficiar das sinergias da combinação. As unidades geradoras de caixa
às quais o ágio foi alocado são submetidas anualmente a teste de redução
no valor recuperável, ou com maior frequência, quando houver indicação de
que a unidade poderá apresentar redução no valor recuperável. Se o valor
recuperável da unidade geradora de caixa for menor que o valor contábil, a
perda por redução no valor recuperável é primeiramente alocada para redu-
zir o valor contábil de qualquer ágio alocado à unidade e, posteriormente,
aos outros ativos da unidade, proporcionalmente ao valor contábil de cada
um de seus ativos. Qualquer perda por redução no valor recuperável de ágio
é reconhecida diretamente no resultado do exercício. A perda por redução
no valor recuperável não é revertida em exercícios subsequentes. Quando
da alienação da correspondente unidade geradora de caixa, o valor atribuí-
vel de ágio é incluído na apuração do lucro ou prejuízo da alienação. b)
Softwares: As licenças de software adquiridas são capitalizadas com base
nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles este-
jam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua
vida útil estimável de cinco anos. Os custos associados à manutenção de
softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. 2.10.
Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros “impairment”:
Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos
à amortização e são testados anualmente para identificar eventual necessi-
dade de redução ao valor recuperável. Os ativos que estão sujeitos à amor-
tização são revisados para a verificação de Redução ao valor recuperável
sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor
contábil pode não ser recuperável. Uma perda por Redução ao valor recupe-
rável é reconhecida quando o valor contábil do ativo excede seu valor recu-
perável, o qual representa o maior valor entre o valor justo de um ativo
menos seus custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do
Redução ao valor recuperável, os ativos são agrupados nos níveis mais
baixos para os quais existem fluxos de caixa identificáveis separadamente
(UGCs). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sido ajustados
por redução ao valor recuperável, são revisados subsequentemente para a
análise de uma possível reversão do redução ao valor recuperável na data
do balanço. 2.11. Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos
fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adqui-
ridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos
circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso con-
trário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante.
Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente,
mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de
juros. 2.12. Provisões: As provisões são reconhecidas quando: (a) a Socie-
dade tem uma obrigação presente ou não formalizada (“constructive obliga-
tion”) como resultado de eventos já ocorridos; (b) é provável que uma saída
de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e (c) o valor puder ser
estimado com segurança. As provisões não incluem as perdas operacionais
futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade
de liquidá-las é determinada levando-se em consideração a classe de obri-
gações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabi-
lidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na
mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas
Balanços Patrimoniais
Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a
obrigação, usando uma taxa antes dos efeitos tributários, a qual reflita as
avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e dos riscos
específicos da obrigação. 2.13. Imposto de renda e contribuição social
corrente e diferido: As despesas de imposto de renda e contribuição social
do período compreendem os impostos corrente e diferido. Os impostos
sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado. O imposto
de renda e contribuição social corrente e diferido é calculado com base nas
leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do
balanço. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas
pela Sociedade nas apurações de impostos sobre a renda com relação às
situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpreta-
ções; e estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores
estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e con-
tribuição social corrente são apresentados líquidos, no passivo quando hou-
ver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipadamente
pagos excedem o total devido na data do relatório. O imposto de renda e
contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do pas-
sivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as
bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstra-
ções financeiras. O imposto de renda e contribuição social diferidos ativo
são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tri-
butável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias
possam ser usadas. Atualmente, a Sociedade não constitui tributos diferidos
sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda e a base negativa da contri-
buição social acumulados, já que não possui um plano formal para realiza-
ção destes tributos em um futuro próximo. Os impostos de renda diferidos
ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o
direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos
correntes. 2.14. Benefícios a empregados: a) Obrigações de aposentado-
ria: Nos planos de contribuição definida, a Sociedade faz contribuições para
planos de seguro de pensão privados de forma obrigatória e contratual. A
Sociedade não tem nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que
a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa
de benefícios a empregados, quando devidas. Essas obrigações são avalia-
das, anualmente, por atuários independentes qualificados. b) Benefícios a
funcionários – participação nos lucros e bônus: Uma conta passiva para
benefícios de funcionários, na forma de plano de bônus, é reconhecida em
“Salários e encargos”. Os valores a serem pagos são determinados antes da
época de emissão das demonstrações financeiras e são definidos pela área
de controladoria da Sociedade. A expectativa é de que as contas passivas
de participação nos lucros e planos de bônus sejam liquidadas no final de
março de cada ano. 2.15. Reconhecimento da receita: A receita compre-
ende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercia-
lização de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita
sábado, 29 de maio de 2021 Diário Of‌i cial Empresarial São Paulo, 131 (101) – 5
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sábado, 29 de maio de 2021 às 00:56:01

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